22 de octubre de 2012

Nasce um poema


Nasce um poema...

E eles querem saber quanto pesa,

Quanto mede,

Qual o sexo do poema?

 

Nasce um poema...

Gerado num instante fecundo

Um prematuro poema,

Inseguro estar neste mundo.

 

Nasce o poema

De parto normal como toda criatura

E todos querem saber:

O que será do poema?

O que será quando crescer?

 

Ivana Oliveira, segunda-feira, 22 de outubro de 2012 às 12:02.

Soy gris


 
Sí, soy gris, lo soy, lo sé…
Pero también soy rosa
Y  lila y roja o amarilla…

Pero hay días y tardes y noches
Que me cuesta dejar de ser gris…

 
Qué estén sellados tus labios
Cuando me quieras echar el rechazo.

Si soy gris hoy, tengo derecho de serlo,
¿O acaso el cielo ha dejado de ser cielo

Cuando viene la tormenta?


 Llega de a poco, siéntate en silencio,
Respeta la muerte de mis palabras,

O los versos lacrimosos que vuelan de mis manos…
Sólo quiero saberme libre

Para ser  gris y así, saberme plena.

 
Ivana Oliveira, primavera de 2012.
 

9 de octubre de 2012

Noche sin estrellas

 
Las palabras clavadas en la memoria
Y una sonrisa que se me apaga.
Noche, inmensa noche,
Son párpados que no se cierran
Y labios sellados en el beso
De una soledad.
 
Noche fría y seca,
Eres desierto en mi ser…
Y muchedumbre de agonía,
Bajo ese cielo que es mi manta
Soy casi tiniebla
Con un hilo de esperanza.
 
Noche negra, madre mía…
¿Adónde han ido tus estrellas?
¿Se habrán cansado de brillar?
Quizás, se marcharon angustiadas
Con la tristeza de mi poesía..
  
Ivana Oliveira, 09/10/12.

15 de septiembre de 2012

Alma de Pájaro


E quando me prendem na gaiola?

E quando me cortam as asas?

E quando, para aguçar o meu canto,

 Me furarem os olhos?

Pássaro sigo sendo...

Posto que nos sonhos

 Ninguém toca!

 

Ivana,  inverno de 2012.

14 de septiembre de 2011

O Erro da Cegonha

BEBÊ RECÉM-NASCIDO É ENCONTRADO EM UM DEPÓSITO DE LIXO...
― Mãe, será  que foi a cegonha que errou o caminho?
A mãe desliga a TV e fita o filho de cinco anos por um instante...
― Heim, mãe? ― tornou o pequeno com o olhar aflito.
― Pior que isso, meu filho, ela  entregou o bebê à pessoa errada.

Jasmim-dos-poetas

Jasmim-dos-poetas - Foto: Jessica Merz

Jasmim,
jaz
(em)
mim
teu
nome.

Ela e a Lua


Flor da pele - em arrepio;
Pétalas, lábios, ambos abertos - em cio.
Um desabrochar ao clarão noturno;
Toques do vento, ondas de calor;
E a lua... - um voyeur!

12 de agosto de 2011

Naturezas


imagem: http://www.queenslatino.com/
Na mesa posta:
Natureza morta;
Na cama, em chamas:
Natureza viva me chama.

Poema despetalado













a palavra é despetalada ao vento...

se me quer bem ou não, que importa?

a pétala escolhe a palma da mão

que irá
c
          a
                     i
                               r

Sol de primavera


Risueño, un sol de septiembre,
se desperezaba en el horizonte…
me relató una ventana bucólica,
mientras esculpíamos formas
bajo las sábanas.

5 de agosto de 2011

IVANA

     
           (A Ivana Oliveira)

AMADA DIVINA,
FEZ-ME LÁGRIMAS DE OLHOS EM CARNE
DESENHANDO OS SONHOS DO MUNDO
SOBRE A TUA PELE FELINA
COMO A REDESCOBRIR O GOZO DAS ÁGUAS
TOCANDO A TERRA EM CIO
NO FERVOR NO SERTÃO
NAS TERRAS DE MINHAS ANDANÇAS
ATADO A TRANÇAS DE NOMES E VÃOS
OBSERVO O ORGASMO DE TUAS PÉTALAS
E DAS PALAVRAS QUE DELAS BROTAM
SUGO RENDIDO O ROCIO MADRIGAL
DE TEUS DEDOS E BOCAS
DE ANJO-FERA,
MENINA-MULHER-MÃE
AMADA CANÇÃO


(ANGELO RICCELL PIOVISCHINI)

Memórias vivas

           A Angelo Riccell Piovischini

Eu vi o poeta desnudando-se da vergonha
e rasurar o poema – página em conflito!

Eu vi o poeta ainda menino, o poeta amigo,
homem-macho-escracho-bicho-bicha,
catando palavras belas, incultas, execráveis à mão cheia.

Vi o poeta revirar o lixo e a luxúria,
beber a própria bílis quando finda a boemia.

Eu vi o poeta masturbando o Narciso de si
com seus dedos e línguas múltiplas.

Vi o poeta soletrando as horas
na fumaça do seu cigarro de palha.

Vi o poeta fazer surgir um Novo Horizonte
a cada piscar de olhos seus.

Vi o mesmo poeta semeando
em terras Queimadas.

Eu vi as lágrimas alegres
e o sorriso triste desse pierrô-poeta.

E vi o poeta, anjo renegado,
prostrar-se ao único deus qu’ ele venera:
o Tempo.


Ivana Oliveira, 05 de agosto de 2011.

Pôr-do-Sol

Pôr-do-sol em FSA - foto: Milvo
esta triste hora
quando no alto o céu doura
é sempre adeus

4 de agosto de 2011

relento



um vaga-lume acende-me
os olhos de noite
e encanta a barra do dia.
enfim é alvorada.
tudo há de passar ao já.


Angelo Riccell Piovischini

before going to bed




despedir-se da noite
levantar paredes de nuvens escuras
cavalgar sobre horas medusas
na fiez do veio do tempo.
sonho, obtuso segredo de musas.


Angelo Riccell Piovischini

NH – FSA, 10/10/10

tese de vento



em plena pausa 
a alma decalca 
os vendavais de mim
elo de roturas nas agruras
que renda ais  sem fim



Angelo Riccell Piovischini

NH – FSA, 10/10/10

27 de julio de 2011

El vuelo



 Antes de vos
Arrastraba las alas apenas…
Desde tu mirada
Descubrí quien era yo
Y volé lo más alto que vuela una mariposa
y sin romper tu silencio
Volamos los dos lado a lado
A la orilla del tiempo.

Ivana Oliveira

25 de julio de 2011

俳句


Na magia do seu verso
Um haikai condensa
Todo o universo

Me diz o nome que eu te beijo


 ―Qual o nome desta flor?
―Me-dá-um-beijo-que-te-digo.
O beijo fora negado
E o menino atrevido,
Foi embora desconfiado.
Hoje quando me deparo
Com a bendita flor no galho
Paro e fito... a cor rosada
Sinto saudades, mas não digo,
Do beijo que não foi dado.
Se fosse agora, aquele menino,
Um homem feito,
Eu diria sem demora:
―Me diz o nome que eu te beijo!